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Sábado, Abril 29, 2006
Só pra dizer Eu eu não curto ter apenas 19 anos. Queria mais uns 3 anos aí. *na verdade eu tinha escrito um post sobre outra coisa qualquer e não deu pra apagá-lo, então eu editei com isso daí. Domingo, Abril 23, 2006
Abril Pro Rock - Noite 1
de Guilherme Moura A primeira noite de shows do Abril pro Rock foi uma das coisas mais decadentes que eu já vi em muito tempo. A sexta-feira estava dedicada a shows eletrônicos, a bandas andrógenas e a estranhezas, como João Gordo e Igor Cavaleira como djs. Nada muito diferente do que normalmente ocorre na experimental Recife, mas a estratégia de tentar aproveitar o nicho de um público muito aberto a música eletrônica no Abril foi errada. Para começar, as dimensões do evento - muito grande - num espaço como o Pavilhão do Centro de Convenções, o que significa chão para umas vinte mil presentes, no mínimo. O que se viu no primeiro dia foram apenas umas 500 pessoas, não muito mais do que isso; uma tenda da petrobrás com videogames - isso mesmo que você está lendo - e as já famosas barraquinhas de pizza, coxinhas e afins. Eis que a primeira banda sobe ao palco, a cearense Montage, que já demonstrou ter um público aqui no Recife. Talvez uma das apresentações mais constrangedoras da noite, mas que empolgou o seleto número de dedicados ao grupo. O vocalista, Daniel Peixoto, usava meia de arrastão, mostrava as coxas, estava coberto de maquiagem e uma espécie de sunga. Nada muito incomum a quem costuma ouvir Bowie, New York Dolls, ou coisa parecida, ainda que colocá-los junto com a electro Montage seja uma heresia das mais cruéis. Daniel dançava loucamente na máxima de "faça alguma coisa muito bizarra para ganhar visibilidade e fazer grana", como o Cansei de Ser Sexy conhece com a palma da mão. O público em geral olhava indiferente a tudo aquilo, a não ser as duas primeiras filas da pobre platéia. Depois foi a vez da pior banda da noite, a alemã Kook and Roxxy, liderada pela vocalista pernambucana Roxxy, a banda fez um show... De playbacks, saltinhos, guitarra em formato de coração e da vocalista gordinha se auto-declarando a Madonna do electro. Decepcionante a qualquer um que tenha ido ali, argumento perceptível por quase ninguém dançando e pela preferência dos presentes a jogos como Totó e Arcade - que também estavam no pavilhão do Centro de Convenções - à banda. O mais divertido era que Roxxy batia na guitarra e não saia som, e quando o teclado dava uma nota que seria a da guitarra, ela corria para tentar encaixar o dedo corretamente. Pastelão. A Stereo Total foi a loucura dos indies e geeks de plantão. A alemã composta por Françoise Cactus e Brezel Göring é visivelmente estranha e ruim, muito ruim. A pretensão daqueles dois em cima do palco ainda torna as coisas muito piores. Isso também envolvendo as tentativas frustradas de um Arcade Fire - vide o tecladista batucando nas paredes, nos pés da bateria, no teclado, em si próprio - que mais parecia uma perversão demente de qualquer coisa que eles achassem divertida. A vocalista Françoise, que mais parecia uma professora chata dos anos 50 - fazia o visual retrô de que ser cool é parecer diferente. Não deixa de ser irritante essa postura de que o "bizarro" é o cult, e que Brezel usando pouca roupa e Cactus dando gritos esganiçados foram coisa maravilhosa. Depois foi a vez de Diplo e do Bloco Mega Hits. A este momento, muita gente já tihha deixado o local, muitos em decorrência do horário, que já passava fácil ás 3 da manhã, e outros por mera sonolência mesmo. Incialmente, o companheiro do fiasco americano que tocou no Tim Festival do ano passado, M.I.A. Diplo com certeza foi o grande momento da noite, fez todo mundo dançar com releituras de funks, batidões e arranjos de Deise Tigrona. A atmosfera criada pelo dj determinou uma verdadeira mudança de ares, já que a sua espontaneidade serviu para fazer com que o público esquecesse da arrogância do Stereo Total. Momento certo para o Bloco Mega Hits entrar em cena, o que também foi bastante interessante. Não necessariamente enquadrado como uma atração "dançante", o grupo formado pelo local Dj Dolores e pela Orquestra do bairro da Bomba do Hemetério fazia brincadeiras com composições de Nirvana, James Brown e The Cure. Inusitado? Com certeza, já que ouvir "Smells Like a Teen Spirit" desfigurado por trompetes, foi algo até interessante. Por último, os djs do metal. Igor Cavaleira e João Gordo nas picapes. Provavelmente a atração mais esperada da noite, junto com Stereo Total. Para mim, a mais cheia de embuste. Os dois se serviam de bases de AC/DC, Ramones, Queen, entre outras bandas muito conhecidas do público roqueiro, para depois conjugarem com o mais comum batidão pesado de Igor Cavaleira. Nada mais apelativo e pobre. O público se empolgou e a dança se restituiu com os acordes de Angus Young, do AC/DC. Mas a "fórmula" de deixarem rolar tais bandas por 10-15 segundos para depois aplicarem a mesmice foi logo percebida pelos poucos corajosos que ficaram até ali, eu inclusive. João, que ficava com uma cerveja na mão o tempo inteiro, e Igor Cavaleira, mais gordo, não pareciam dar muita atenção à pequena platéia, talvez por isso mesmo. Vale lembrar a participação medíocre de Matheus Nachtergaele durante a apresentação do Bloco Mega Hits. Todo mundo achava que a entrada do ator no palco era programada, mas longe disso. O artista - visivelmente alterado, drogado de ácido ou qualquer coisa mais pesada - começou a gritar no palco, a olhar para o além. A banda tentava fazer um coro com Matheus, que simplesmente não conseguia ouvir voz nenhuma. Quando perguntado se queria agradecer a alguém, ele simplesmente respondeu com um sonoro "tuuuu" de 3 minutos ininterruptos. Depois disso, se jogou no meio da platéia - que se resumia a um cidadão disposto a ajudá-lo - e ficou parado, olhando para o nada com o rosto inclinado. Taí um exemplo de quem está literalmente cagando para a própria imagem. Ontem não fui na noite dos horrores, o metal e suas vertentes atacando em cena. Uma pena eu ter perdido Forgotten Boys, mas o horário cedo - 17 h - atrapalhou qualquer incentivo maior a acompanhar os shows. Hoje a coisa parece ser melhor, Cachorro Grande, Orquestra Imperial, Volver, entre outras, se dividem em dois palcos. Bom público é esperado. Vamos ver. Quinta-feira, Abril 20, 2006
nunca pensei que fosse estar em plena quarta-feira num estádio de futebol, das 21 ás 00:50, trabalhando em chuva torrencial. mas a vida muda e essas coisas são interessantes e extremamente engraçadas. Terça-feira, Abril 11, 2006
Segunda-feira, Abril 10, 2006
que diazinho bizarro, ô. demais. mas eu tou com Truman Capote para ler, então nem tem problema. __________
e a Suzane von Richthofen devia ser candidata ao Framboesa de Ouro desse ano, porque nem fingir direito ela sabe. e eu aposto que o advogado treinou várias e várias vezes aquelas simulações de choro, camisetas da minnie e pantufas fofinhas. e mesmo assim parece que o treinamento foi inútil. tudo bem que queiram taxá-la de retardada para ganhar um excludente de criminalidade aí, mas ao menos podiam ter mandado a menina fazer alguma escola de interpretação, aprender a chorar a hora que quisesse, abraçar a repórter e dizer que a amava incondicionalmente, dizer ao vivo que era pansexual, etc. mas do jeito que tava lá não deu muito não. o mesmo para os esquemas advogados/tutor/Suzane. os caras são amadores mesmo. nem pra colocar uma escuta telefônica igual aos filmes de espionagem do Sean Connery e passar as instruções por ali. pena que agora ela só vai fazer escola de criminalidade mesmo. isso se as detentas não resolverem brincar com ela antes. o mais engraçado é que parece que o mais importante - só hoje ouvi duas vezes - é dizer que ela é gostosa. efeito gravador Eu tou lá conversando com o jogador recém contratado, clima informal, colhendo algumas informações e coisas assim. O cara é gente boa, tá falando tranquilo, mesmo sendo tímido. Os imprevistos de quem trabalha com jornalismo me pegaram de jeito. Aí, conversa vai, conversa vem, digo que vou gravar com ele mesmo. Quando tiro o gravador e coloco de frente pra ele, pronto. Emudeceu! Palavras cuspidas à conta-gotas, mesmo discurso de "a gente vai tentar dar o melhor pelo clube, a gente tem que agarrar qualquer oportunidade que aparecer", etc. Só porque eu sou ético eu não escondo o gravador. Sábado, Abril 08, 2006
set list para alguém que nunca ouviu beatles e me pediu uma coletânea deles. valendo-se apenas de abbey road - revolver - white album - sgt peppers - rubber soul + a música "help!", que foi pedida. help! birthday drive my car run for your life getting better got to get you into my life doctor robert think for yourself yellow submarine savoy truffle helter skelter come together glass onion mean mr. mustard polythene pam she came in through golden slumbers carry that weight the end lovely rita sexy sadie taxman revolution 1 back in the urss sgt peppers lonely hearts club band (reprise) mean mr. mustard-polythene pam-she came in through-golden slumbers-carry that weight-the end é uma das melhores sequências que existem, diz aí. a porra mais escrota no jornalismo nem é a burrice das pessoas, a falta de informações, a manipulação, a interferência de quem tem a grana, a jornada de trabalho extensa, o salário medíocre, as pautas ruins, os falsos moralistas, duelos de vaidades ou qualquer outra coisa que você pensar. a pior coisa é o chamado "qi", ou quem indica. é quase um mercado paralelo de venda de vagas camufladas por picaretagens. o "revolver" dos beatles é uma puta declaração de amor. uma das maiores e mais bonitas que eu já vi. aliás. abbey road - revolver - white album - sgt peppers - rubber soul é a ordem. Sexta-feira, Abril 07, 2006
Hilário A criatividade do cidadão que fez isso é infinita. É completamente sensacional.
Anti-Enciclopédia 983 -- Brazil conquers the Baltic countries: South Africa, Argentina and Estonia. 1970 -- An alien, so called Pele, of dark skin, creates a sport called Soccer, which powers the Brazilian economy to this day. Important cities * Buenos Aires * São Paulo Pernambuco became widely known for its rebellion against communism and right now Pernambucans have a pact with the southern states of USA, including Texas and Colorado, due to its geographic similarities, to form the Confederate States Of The Great America, composed by Pernambuco, Texas, Colorado, Virginia, Georgia, Calorington and later Katatutualankaerantchytchatchlán (a small norse rebel community in Mexico). Once it's organized, they plan to invade Latvia to conquer Lithuania to free Estonia from Brazil. Domingo, Abril 02, 2006
Futebol A paixão pelo futebol é um negócio tão interessante. Hoje, pela segunda vez no ano fui ao estádio e pela primeira vez um clássico pernambucano. A partida era Náutico, em campanha irregular, contra o Santa Cruz, atual campeão do primeiro turno e representante do Estado na primeira divisão. Cerca de cinco mil pessoas presentes, um público pequeno comparado aos dezoito mil na outra partida da competição, Sport x Vitória. A massa de torcedores devotados ao clube é um fenômeno mais do que religioso. É cego. A religião era o ópio do povo nos textos de Marx. O pão e circo no império romano. Hoje certamente é o futebol. No futebol não se tem verdade, apenas as verdades a favor de seu clube e fim de papo. A devoção, quase doentia, gera atitudes um tanto imprevisíveis, como o torcedor que começou a chorar quando o time levou três gols em vinte minutos de partida. As lágrimas escorriam do rosto colado ao radinho de pilhas, a camisa suada e surrada de tantas idas ao estádio e tanto sofrimento com aquela vestimenta. "Filho da puta!" "Ladrão de merda!", eram suas palavras, apenas isso. Xingava o time, a torcida, o árbitro, os jogadores da outra partida do turno, o vendedor de cerveja por estar cobrando três reais a lata. Bateu um instinto primitivista quase irracional, um sentimento de amor - e veja que instinto se liga a sentimento no futebol - tão grande por uma coisa que provavelmente é inexplicável para ele. Ao longo dos minutos, o time que levava três gols, marcou três. A cada gol, mais gritos, urros, os tambores e a batucada de uma torcida fanática ecoavam no estádio vermelho e branco. O torcedor, depois dos três gols, não se continha. Pulava, gritava, abraçava a qualquer coisa a sua volta. A torcida literalmente dançava nas arquibancadas e os jogadores tentavam marcar o quarto gol. O incentivo de uma torcida que quase fatalizava uma derrota premeditada foi marcado por cantos e hinos que valorizavam o clube que agora empatava. No futebol não há estranhos dentro de uma mesma torcida. São todos companheiros, compartilhando da mesma emoção, da mesma dor incalculável de ver seu time ser massacrado dentro das quatro linhas. A divisão de classes se elimina, a utopia do já citado Marx se concretiza na ignorância coletiva dos que se hipnotizam com o espetáculo. O clima de batalha campal rivaliza com o de festa e espetáculo, e as feições do rosto do homem com a camisa surrada se transformam a cada lance que este acompanha. A torcida, que devota tudo ao time, sai com o empate. Vai entender o futebol. É uma coisa muito grande, muito estranha, e que é virtualmente impossível de ser explicada num país onde a paixão pelo uniforme de um time catequiza 170 milhões de torcedores. Eu não consigo entendê-lo. Mas ás vezes eu sinto. Recife Recife é uma cidade problemática. É linda, sim. ás 17:15 da tarde não tem cidade que seja mais bonita. Nessa hora, porque as nuvens sempre ficam baixas, formando um mosaico pesado no céu que fica entre a tarde e a noite, com a coloração alaranjada transpassando as cores do azul. É o momento mais sublime, da transição. A pena maior é vermos isso tudo numa cidade com zumbis humanos. zumbis mesmo. hoje eu vi uma senhora num sinal, moradora de rua, que dormia em pé. eram por volta de uma hora da tarde, um calor infernal e extremamente cruel, e a senhora dormia em pé. Sua pele era meio amarelada, amarronzada, e várias feridas e marcas do tempo desenhavam seu pescoço. Não sei se ela ficava de olhos fechados por cansaço, ou por não ver mais muita solução naquilo tudo. Todo dia eu vejo os mesmos mendigos nos mesmos lugares, todos os dias eu vejo os homens animalizados puxando as carroças de um lado para o outro, como num exercício de submissão animal e de desapego a própria moral humana e civilizada. Isso porque a civilidade está tão esquecida e destroçada por poderes além, que uma situação dessas é lugar-comum, pelo menos em recife. Fico profundamente incomodado. Há um verdadeiro exército de carcomidos e petrificados diante das obviedades da vida - e isso não num plano somente psicológico. É o nosso filme de terror. E isso não no plano clássico destes, mas no plano de que é extremamente triste viver assim. Os contrastes que marcam Recife - e qualquer cidade onde já vivi até hoje - são tão brutais que para um primeiro espectador, pode parecer total ausência de solucionamento. Isso porque as tentativas de expulsão e manutenção de imagem e status de grandiosidade nos bairros mais abastados não funcionaram. Aqui não é como o Rio, onde os morros contém os bolsões de marginais - no sentido da palavra. Recife tem o miserável zumbificado, que come sobras e lixo vivendo lado a lado com o podre de rico. E ambos tem medo. Um de morrer e o outro de ser morto. Não se sabe por quem. E ainda dizem que as favelas fazem parte da paisagem da cidade e que os meninos jogando futebol em terrenos baldios com bolas de meia são parte integrante do cotidiano local. "Graças que pelo menos temos o céu de algodão". Que diferença faz? o rapaz do brega Eu tava na rádio dia desses, aí chegou um cara numa bicicleta e uma senhora ao lado dele. Estavam atrás das grades que separavam o estúdio da rua. A barreira fazia com que os dois na mitificação já fossem postados como ameaça, estrangeiros, invasores. Entraram. O rapaz empurrava a bicicleta com as mãos, vestia uma camisa vermelha e tinha um rosto muito sóbrio, calmo, mas muito obstinado. "Tenho o cd da minha banda. A gente pode botar pra tocar na rádio?!". Quis saber do quê era a banda. "Brega". Normalmente eu riria de alguma coisa assim, mas a maneira como ele falou aquilo, olhando profundamente nos meus olhos e com uma auto-comiseração tão enorme, me desarmou totalmente. Interessante. Parecia que aquele momento era a chance da vida dele e da senhora ao lado, que se dizia "empresária". Depois ele disse que dançava na banda, que não tocava nada. "A gente gravou com uma faixa a menos, pra ficar mais barato". Não dava porque o programa era esportivo, mas pedimos para eles esperarem o próximo, dali a uma hora. Passada uma hora, o rapaz - com a bicicleta nas mãos - e a senhora estavam sentados no banco amarelo, embaixo da sombra da árvore. Não fazia muito calor. Eram umas 14:03. Ficaram nos olhando, desconfiados. Foram embora, eu apontei para eles entrarem na rádio daquela hora em diante, que ali podia acontecer alguma coisa. Recebi um "ok" com a mão que não segurava a bicicleta e a senhora acenou. Eu queria saber como ficaram as coisas pra eles. Memorable Quotes from La Notte (1961) Lidia: "When I awake this morning, you were still asleep. As I awoke I heard you gentle breathing. I saw you closed eyes beneath wisps of stray hair and I was deeply moved. I wanted to cry out, to wake you, but you slept so deeply, so soundly. " "In the half light you skin gloved with life so warm and sweet. I wanted to kiss it, but I was afraid to wake you. I was afraid of you awake in my arms again. Instead, I wanted to something no one could take from me, mine alone...this eternal image of you. Beyond your face I saw a pure, beautiful vision showing us in the perspective of my whole life...all the year to come, even all the years past." Giovanni: Who wrote that? Lidia: You did. Sábado, Abril 01, 2006
O quê diabos tenho ouvido. Gratitude - Idem [69] Música fácil, refrões grudentos, canções melódicas, guitarras altas, vocal bom, um punk-pop embutido. O que mata esse cd são as canções com os pianinhos. Por que essa necessidade de casar sempre as guitarras com o pianinho introdutório chorado?. "This is The Part" definitivamente é a mais legal. É muito fácil gostar disso aqui, mas é estranho porque sempre fica aquele gosto de punk californiano e trilha sonora de American Pie, um Bad Religion mais fraquinho e sem as letras inspiradas. Aqui os caras falam de relacionamento. O cd homônimo é do ano passado, se alguém tiver se interessado. Smashing Pumpkins - Gish [78] Já é velho conhecido, mas não consigo ficar longe dele. "tristessa", "siva", "rhinocerous", são das melhores não do cd, mas de toda a carreira da banda. Tem determinado momento de queda de qualidade, com "suffer", que é mal colocada, mas ganha peso e valor de "album" depois. Mas ainda perde do Siamese Dream [100] de longe e do Mellon Collie And The Infinite Sadness [92] idem. Unicorns - Unicorns Are People Too [64] Outra banda indie dessas. Outra banda indie boa. Nos últimos três meses não ouvi nada novo na cena indie, tirando She Wants Revenge, que é uma bela merda. Não tem absolutamente nada muito aproveitável tirando a música estourada da banda, a "I Don't Wanna Fall In Love", mas faça-me o favor, um pouco de criatividade não faz mal a ninguém. Já chega de imitar Interpol. Não pretendo repetir o ano passado, quando ouvi mais de trinta, quarenta bandas novas. Esse ano só ouvi os novos de: Belle & Sebastian [68], Strokes [79], Mogwai [56] e Flaming Lips [61]. Neurosis - Through Silver In Blood [29] Tiozões revoltados com a vida fazendo um puta grind/doom com vocal gritado "mamãe-não mamei", e tantos bumbos duplos que nem os caras do Comets On Fire aguentam. eu curto uma barulheira de vez em quando, mas isso aqui é ruim. mesmo. O through silver in blood é um album temático, fala dos horrores da guerra, tem uma faixa chamada "rehumanize" que trata disso. Mas se você curte algo com menos palhetadas, não se aventure por aqui. Sabe qualé a boa, mais reflexiva, menos barulhenta e milhares de vezes mais bonita, mas com os ainda vocais gritados? Ouve Ísis, garotão. Frank Zappa - Hot Rats [87] Aquele esquema sublime que só ouvindo frank zappa você entende ou sente. Vocais são coisas tão ultrapassadas. Ludov - O Exercício das Pequenas Coisas [68] Muito bom, mas funciona melhor ao vivo. Comparam o Ludov ao Pato Fu. Queria o Pato Fu ser igual ao Ludov, isso sim. Fazer beiçinho com a banda paulista porque "Kritptonita" é clipe de MTV é ridículo. A vocalista, Vanessa, tem uma puta presença de palco, um charme irresistível e a voz da moça com as guitarras do Motoki são o coração melódico da banda. O Exercício das Pequenas Coisas é bem coeso, isso é difícil de se encontrar nos últimos lançamentos da música nacional. Com uma mulher nos vocais é coisa mais rara ainda. Deftones - Adrenaline [75] Mas eu ainda gosto mais do White Pony. Eles sim sabem como casar uma guitarra suja numa distorção aguda com um vocal gritado The Decemberists - Picaresque [71] Só depois de ouvir pela enésima vez que eu fui perceber que o Decemberists é um Neutral Milk Hotel com mais barulhinhos - entende-se: outros instrumentos, mas não é nenhuma salvação do rock não. |